CIAMBARELLA-LICURSI-GESUALDI
Árvore Chambarelli
GESUALDI
Guglielmo Licursi
Toda pessoa constrói virtudes; com o seu trabalho, coragem,
e a inteligência que lhe foram particulares.
Assim, cada descendente de uma família (grupo de pessoas)
qualquer, teria exemplos a seguir se volvesse os olhos
para trás e estudasse a
história de seus antepassados.
GEORGE SAND
Dos Ciambarella de Fuscaldo aos Chambarelli do Brasil
Este breve relato é fruto de pesquisas de minha tia Maria Chambarelli de Oliveira, e da ajuda dos calabreses Sr. Paolo Chiaselotti (San Marco Argentano), Sra. Rosa Maria Ciambarella (Fuscaldo), Sr. Ezio Licursi e sua filha Sra. Cristina Licursi (Mongrassano).
Nascida na cidade de Nova Iguaçu (RJ) em 08/12/1926, neta dos italianos "Battista Ciambarella" (Fuscaldo) e "Maddalena Licursi" (Mongrassano), minha tia,
apaixonada pela História dos iniciadores de nossa família no Brasil e desejosa de que o conhecimento desta saga não se perdesse com o passar do tempo, realizou pesquisas, incluindo viagem, em 1999, à Comune de Fuscaldo, na Calábria, berço de seu antepassado "Ciambarella" e registrou-as em um livro.
A saga da imigração italiana para o Brasil tem sido motivo de
exaustivos trabalhos acadêmicos, descortinando a realidade de milhares de
pessoas que deixaram para trás a "terra natia" em busca de dias melhores.
A partir de 1870, da região meridional da Itália,
massas humanas oprimidas, vencidas pela ordem injusta vigente então na Itália
dividida onde no "mezzogiorno" miserável, por lutas sucessivas e
espoliações, inclusive, por invasões estrangeiras aos reinados da Calábria, Napóles [..],
especialmente a invasão espanhola. Assim, muitos foram forçados a abandonarem seus laços afetivos, suas famílias
e a sociedade com que tinham ligação cultural motivados pelo sonho de recuperarem a
esperança de melhores dias em suas vidas, assim, muitos vieram para as
terras do Governo Imperial de Portugal na América do Sul, entre estes, meus
bisavós.
Naquela época, fim do século XIX, a Calábria era uma região muito rica do "castagno" e do "faggio", madeiras muito
apropriadas para serem transformadas em carvão. E, por isso,
o trabalho árduo da produção
do carvão vegetal já fazia parte da cultura do povo calabrês. Concomitantemente, na cidade da "Corte" do Governo Imperial de Portugal na América do Sul, atual cidade do Rio de Janeiro, havia
um nascente desenvolvimento industrial cuja base energética era o "carvão vegetal". Alguns fatores sócio-geográficos foram decisivos para que a "Corte"
e regiões próximas a ela acelerassem o seu desenvolvimento, dentre os quais destacaram-se:
A estrada de ferro "Dom Pedro II" (atual "Rio - São Paulo") que
cortava a região; a abundância de matéria-prima oferecida pela Mata Atlântica;
o aumento do crescimento da população da "Corte" com a chegada
da Família Real, em 1808. Esses e outros fatores, na época, geraram um
significativo aumento da rentabilidade no processo de transformação da
matéria-prima em carvão vegetal e tornaram essa região no maior centro
produtor de carvão-vegetal da então 'Província' do Reino de Portugal. Os
imigrantes europeus, em especial os italianos calabreses, foram um dos primeiros
"braços de trabalho livre" na sociedade então escravocrata.
Em 24/12/1878, chegou à
"Corte" da Província do Império de Portugal na América do Sul (hoje a
cidade do Rio de Janeiro, do Estado do Rio de Janeiro, da República do Brasil) Carlo Licursi, com
27 anos de idade, sozinho. Fazia parte de um pequeno núcleo de imigrantes europeus,
contratados como mão-de-obra para a exploração de
madeira que era principalmente utilizada para a produção de carvão e
construção de estradas de ferro. Classificado como trabalhador avulso, com contrato de um
ano, veio no navio Savoi que saíra do porto de Nápoles. Rendera-se às promessas
dos agenciadores e veio em busca de novas oportunidades de vida. Deixara na
Calábria a mulher Carmela e os filhos Maddalena e Flaminio, com a esperança de um breve
regresso. Sua única bagagem era a esperança e a coragem.
Em 18/02/1880, com 28
anos de idade, chegou à "Corte""Pasquale Ciambarella "o irmão de meu
bisavô. Ele foi enviado diretamente para as carvoarias do subúrbio da "Corte",
atual bairro de Cascadura da cidade do Rio de janeiro. Casou-se com Giuseppina
Vairo. O casal teve 3 filhos: Giuseppe, Ernesto e Battista. Os dois primeiros
casaram-se, respectivamente, com as irmãs Serafina e Pasqualina Paura, filhas de
Antonio Paura e irmãs de Franceschina Paura, esta casou-se com Francisco
Baroni. Pouco antes da 2ª guerra mundial Pasquale retornou com a família para a
Itália. Infelizmente a guerra os fizeram emigrar novamente. Terminada a guerra,
alguns de seus netos vieram para o Brasil radicando-se nas cidades de São Paulo,
Rio de Janeiro e Niterói. Um de seus netos foi para os Estados Unidos da América
do Norte e passou a chamar-se Joseph Ciambarella.
Em 11/08/1882, com 21
anos de idade, sozinho, chegou à "Corte", no vapor Umberto I, meu bisavô "
Battista Ciambarella ". Nascido
em 26/05/1861, na "Comune di Fuscaldo (CS), Calábria". Filho de Giuseppe
Ciambarella e Maria Teresa D' Andrea. Foi direto para "Maxambomba ", hoje a cidade de "
Nova Iguaçu ", no Estado do Rio de Janeiro, incorporando-se a outros imigrantes
italianos contratados como trabalhadores do carvão-vegetal, atividade já
presente na região. Como todos os demais, sua única bagagem era a esperança e a coragem.
Em 22/06/1885,
desembarcaram no porto da "Corte ", vindos do porto de Gênova no navio
Europa, Carmela 'Martino' Licursi, com 34 anos de idade, sua filha Maddalena Licursi (minha bisavó, com 11
anos de idade), seu filho Flaminio Licursi, com 16 anos, e, Emilio Belluci,
com 41 anos de idade, amigo da família. Assim, no coração de Maxambomba, uniram-se os calabreses,
Carlo Licursi, a sua esposa Carmela, os filhos e os amigos "paesano".
Carmela 'Martino' Licursi trabalhou como cozinheira, lavadeira, costureira e faxineira. Carlo Licursi, Battista Ciambarella, e outros italianos, nos poucos trabalhos disponíveis
na época: 'carvoeiro', agricultor, operário da construção da estrada de ferro
Dom Pedro II, e, por fim, padeiro. Em geral, trabalhos que os portugueses
não conseguiram obrigar os indios fazerem e que os escravos deixaram
de fazer após a abolição da escravatura.
Minha bisavó era Maddalena Licursi, nascida em
23/07/1874, na "Comune di Mongrassano (CS), Calábria", filha de Carlo
Licursi e de Carmela Martino.
Àquela época, o sonho de todo imigrante europeu era comprar
um pedaço de terra. Ela representava o maior patrimônio porque significava a
garantia de comida na mesa, um sólido alicerce para a sua família na nova
terra adotada e, sobretudo, representava livrar-se da manipulação e do jugo dos
fazendeiros portugueses. Significava não só a sobrevivência física, mas também a existência social. Assim, construíram os Licursi a sua casa,
ao lado da sua plantação. A moradia e a plantação que lembravam a "celula-mater" da família romana. Casa modesta, mas de portas abertas a
todo "paesano" que ali chegava, como Battista Ciambarella, de Luca,
Vairo,
Baroni, Paura, Belluci, Januzzi, Schettino, Martino, Basile, Panza, Prisco,
Torino, La-valle, Chichierchio ..[..]
Meus antepassados buscaram a prosperidade, trabalhando duro
de sol a sol. Nunca os atrapalhou não saber ler nem escrever, por trazerem
consigo uma coisa chamada "cultura ". Valendo-se dos conhecimentos de origem,
enfrentavam desafios de toda ordem com coragem. Assim,
conseguiram algo a mais com a venda de figos secos preparados à
maneira mediterrânea, os pães assados com o forno a lenha, as broas calabresas,
as ciambella, a marmellata [..] e cada vez mais foram aproximando-se da tão
sonhada prosperidade e liberdade.
Não há documento público de registro religioso ou
civil do casamento de Battista Ciambarella com Maddalena Licursi.
Existe um documento histórico escrito, de próprio punho, por Magdalena Licurce
(Maddalena Licursi), de que este ocorreu em 13 de novembro de 1889, na Igreja
Santo Antônio de Jacutinga, a única Igreja existente aquela época em "Maxambomba".
Também nesta
época conturbada
pela proclamação da república do Brasil e que também influenciara no
medo de muitos imigrantes italianos, que para o Brasil vieram com o apoio do Império
de Portugal, de sofrerem perseguições e perderem os
pedaços de terra que já haviam conquistado com muito suor e lágrimas, associado
aos fatos aos fatos de que muitos italianos imigrantes serem praticamente analfabetos e por não ser, à época, o Brasil um País laico, ou seja, o padres católicos tinham uma enorme
influ&ecurc;ncia e poder, a ponto de, até as primeiras décadas do século XX, na Pia Batismal, darem aos "pagãos" que batizavam nomes
diferente aos escolhidos pelos próprios Pais, e não se podia contestá-los.
Assim, é de supor que na ocasião do casamento de Battista Ciambarella o Padre
acrescentou o "João", pelo significado que "batista" tinha na ocasião, porque assim eram
chamados aqueles que professavam o credo protestante. Como casar na Igreja Católica
um Battista? A título de curiosidade, em 1882, ano da chegada ao Brasil de meu
bisavô, implantou-se em Salvador, Bahia, a primeira Igreja Batista no País e,
em 1884, na "Corte" (atual Rio de Janeiro), nesta época,
houve uma forte reação da Igreja Católica a esta nova Igreja. Esses fatos estão
relacionados ã mudança da grafia dos nomes e patronímicos (cognomes) de muitos
italianos que viviam na cidade da "Corte", atual cidade do Rio de
Janeiro. Em minha família, o primeiro registro oficial desta mudança está nas certidões de
nascimento dos filhos de meus bisavós. Nestas, o nome de meus antepassados
constam adaptados a gramática da lingua portuguesa conforme a sua
fonética no italiano.
"Battista Ciambarella" passou a chamar-se "João Baptista
Chambarelli"; "Carlo Licursi" passou a chamar-se "José Carlos
Licurce"; Carmela Licursi" passou a chamar-se "Carmélia Martins Licurce "; "Flaminio
Licursi"passou a chamar-se "Fermino Licurce"; "Maddalena Licursi" passou a
chamar-se "Magdalena Licurce"; "Maria Teresa D'Andrea", mãe de meu bisavô que
não veio para a América foi documentada como "Maria Thereza
de Andréia"; Giuseppe Ciambarella, pai de meu bisavô que não veio para a
América foi documentado como "José Chambarelli", ..[..]
Meus bisavós tiveram
seis filhos: José, Benjamim, Paschoal (meu avô), Maria Teresa, Angelo Julio e
João Baptista.
Em 11 de agosto de 1900, com 39
anos de idade, morreu meu bisavô "Battista Ciambarella" com o nome de "João Baptista Chambarelli",
vítima de malária.
Minha bisavó, então com 26 anos de idade, com seis filhos órfãos, não se abate. A família trabalhara duro, calejara suas mãos, regara a terra com o suor
de seus rostos, respirara as cinzas do carvão que sujara as suas peles
desgastadas pelo sol dos trópicos. A lembrança do caminho percorrido pela sua
família desde a chegada a "Maxambomba"dá-lhe forças para esta nova etapa de
luta. A vida sofrida tornou-a pessoa de poucas palavras e escassos carinhos, mas
era pessoa sempre pronta a aconselhar com provérbios que traduziam os fortes
fundamentos dos valores que apreendeu com os seus pais e que talvez
representasse o peso de uma cultura ancestral milenar e complexa, já incorporada
ao inconsciente coletivo do povo calabrês. Ora estimulando "senza quattrini
nun si canta missa" (sem dinheiro não se canta missa); ora em uma
discussão afirmava "chi mangia senza lavorare é ladro" (quem come sem
trabalhar é ladrão); a economia era por ela exaltada "il denaro ce lo facciamo
a casa, lavorando e risparmiando" (o dinheiro se faz em casa,
trabalhando e economizando); desconfiada dizia "Tutto va bene finché non si
scopre il trucco" (tudo vai bem até que se descobre o truque).
Em 23 de setembro de 1905,
então com 31 anos de idade, Maddalena Licursi casou-se pela segunda vez com José
(Giuseppe) Januzzi e teve ainda mais 5 filhos.
Em 16 de outubro de 1939, com
quase 89 anos de idade, morreu Carlo Licursi. Em 1945 , morreu Carmela "Martino"
Licursi deixaram 4 filhos, 32 netos, 73 bisnetos e 5 tetranetos.
Em 28/12/1961, morreu Maddalena Licursi, então com 87 anos de idade.
A "Piccola Calabria" em
que viviam meus antepassados na "Corte", depois chamada de "Maxambomba",
depois "Iguassu", e atualmente "Nova Iguaçu" foi progressivamente tragada pelo tempo.
Acabou-se o clima de italianidade manifestada pela alma do calabrês que a
caracterizou. Foram-se apagando os usos e costumes praticados entre os
seus "paesano" que durou marcadamente apenas até a 1ª geração de seus
descendentes. A aprendizagem progressiva da lingua portuguesa e os casamentos
interétnicos de seus descendentes aceleraram essa descaracterização. A história
familiar conta que até 1940 o dialeto calabrês ainda estava presente entre os
imigrantes e seus 1° descendentes.

Ainda à época dos filhos de meus
bisavós não lhes foram dadas a possibilidade de freqüentarem a escolas, tanto pelo
precário contexto do local em que viviam quanto pela vida dura que ainda, nesta
época, lhes exigia contribuir desde cedo para o sustento da família com os seus
trabalhos. Apenas na 3ª geração destes italianos começaram a
surgir os primeiros graduados em universidades.
Dispersos pela emigração
são muitos os "Ciambarella" e os "Licursi" pelo mundo (Argentina, França, EE.UU, Brasil,
outras cidades Italianas). Na "bendetta" terra que adotaram meus antepassados e na qual lutaram para que fossem suas - hoje a cidade de nome "Nova Iguaçu", no Estado do Rio de Janeiro - nasceram, cresceram, procriaram e hoje habitam muitos de seus descendentes, entre estes eu Evaristo Fagundes Chambarelli
, um dos seus inúmeros bisnetos que lá vivi até os 42 anos de idade. Atualmente resido na cidade de Marília, no Estado de São Paulo.
|
ALGUNS CIAMBARELLA QUE EMIGRARAM PARA BRASIL |
| NOME |
IDADE (ANOS) |
ESTADO CIVIL |
NAVIO |
PORTO DE SAíDA |
DATA DE CHEGADA |
DESTINO |
| GUSTAVO |
16 |
SOLTEIRO |
LE FRANCE |
NÁPOLES |
26/04/1887 |
SANTOS |
| PASQUALE |
28 |
SOLTEIRO |
BALTIMORE |
GÊNOVA |
18/02/1880 |
CORTE |
| GIUSEPPE |
32 |
SOLTEIRO |
HABSBURGO |
GÊNOVA |
12/01/1883 |
CORTE |
| SALVATORE |
42 |
CASADO |
MARANHON |
HAVRE |
21/06/1883 |
RODEIO |
| PASQUALE |
34 |
???? |
LA FRANCE |
GÊNOVA |
04/11/1886 |
CORTE |
| RAFFAELE |
23 |
SOLTEIRO |
ADRIA |
GÊNOVA |
13/11/1886 |
CORTE |
| LUIGI |
33 |
???? |
BIRMÂNIA |
NÁPOLES |
13/03/1888 |
CORTE |
|
A ORIGEM CALABRESA DE MINHA FAMÍLIA |
| NOME |
IDADE (ANOS) |
ESTADO CIVIL |
NAVIO |
PORTO DE SAíDA |
DATA DE CHEGADA |
DESTINO |
| CARLO LICURSI |
27 |
CASADO |
SAVOIE |
NÁPOLES |
24/12/1878 |
CORTE |
| BATTISTA CIAMBARELLA |
21 |
SOLTEIRO |
UMBERTO I |
GÊNOVA |
11/08/1882 |
MAXAM |
| CARMELA LICURSI |
34 |
CASADA |
EUROPA |
GÊNOVA |
22/06/1985 |
CORTE |
| FLAMINIO LICURSI |
16 |
SOLTEIRO |
EUROPA |
GÊNOVA |
22/06/1985 |
CORTE |
| MADDALENA LICURSI |
11 |
SOLTEIRA |
EUROPA |
GÊNOVA |
22/06/1985 |
CORTE |
FAMÍLIA GESUALDI
HISTORIA E GENEALOGIA DE ALGUNS GESUALDI DE LATRÔNICO - BASILICATA - ITÁLIA
Há mais de 3.000 anos, "OS CELTAS" homenageavam
os que lhes transmitiam a vida, registrando-os em suas
árvores da vida (genealogia).
O início:
Por volta de 1883, após a criação do Estado Italiano (1861), a Itália passava por uma depressão econômica e muitas regiões do País não tinham economia para sustentar o seu povo. Então, no Brasil prestes a declarar a Libertação dos Escravos em 01/05/1888, começou o interesse de trazer a mão-de-obra européia para suprir a mão-de-obra escrava no Brasil sobretudo para as Fazendas do Café que correspondia a sua principal atividade econômica na época. Assim, prometeram vantagens a quem para cá viesse. Na Itália começou o movimento dos Italianos a "fazer a América". Somava-se a isto o importante detalhe de que a Princesa Teresa Cristina, esposa de D.Pedro II, era italiana e napolitana. E vai por aí afora...
[...]
Foi então que nossos ancestrais Ignazio Gesualdi e Marianna De Lorenzo Gesualdi, filhos de Domenincantonio Gesualdi e Maria Giuseppe Falabella, vieram para o Brasil, procedentes de Latronico, Sul da Itália, desembarcaram no Rio de Janeiro, do Vapor Polcevera, em 11/10/1883, com seu único filho VINCENZO GESUALDI , nascido em Latrônico em 09/08/1876 (
Vovô Vicentinho), com 7 anos de idade, e foram morar em Conceição da Boa Vista, então pertencente a Leopoldina, hoje Distrito de Recreio-MG.
[...]
Por volta do fim do século XIX , veio para Paraoquena/Santa Cruz = Municipio de Sto. Antonio de Padua-RJ, Brasil, um irmão de Ignazio Gesualdi. Após, ele e sua esposa Marianna De Lorenzo voltaram para Latronico, ficando no Brasil Vincenzo Gesualdi, "unico figlio" do casal, que foi registrado civilmente como Vicente Gesualdi Sobrinho. Ignazio Gesuladi faleceu logo ao chegar em Latronico, e Marianna faleceu mais tarde, em 25/05/1925.
Em 23/01/1897, Vincenzo Gesualdi (registrado com o nome de Vicente Gesualdi Sobrinho) casou-se com Maria de Abreu Campanario (filha de Manoel D'Abreu Campanario e Rita Silva de D'Abreu Campanario) em Santa Cruz de Ibitinema-Distrito de Santo Antonio de Padua-RJ. Desse enlace matrimonial nasceram 10 filhos. Vicente Gesualdi Filho (Belant), Julieta de Abreu Gesualdi, etc...
[...]
Por volta do início do século XX ," chamado" pelo sobrinho Vincenzo Gesualdi" - veio para o Brasil, para Paraoquena/Santa Cruz = Municipio de Sto. Antonio de Padua-RJ, o irmão caçula (Francesco Gesualdi - nasc Latronico 29/12/1865) de Ignazio Gesualdi. Em data não sabida, em Santa Cruz - Sto Antonio de Padua -RJ- Francesco Gesualdi, casou com Inacia Alves Barbosa de Sa, cujo filho primogênto do casal chamava-se Oscar Gesualdi.
Genealogia dos nossos Gesualdi:
- Biasantonio Gesualdi (nascido em Latronico 1761-????) e Caterina Tucci (nascida em Latronico 1799-????);
- Ignazio Gesualdi (nascido em Latronico 1787-????) e Anna Bianco (1784) - Matrimonio Latronico - 23/09/1810;
- Domenicantonio Gesualdi (nascido em Latronico 06/03/1814) e Maria Giuseppa Falabella (nascida em Latronico 27/11/1824) - Matrimonio Latronico 06/02/1848
Filhos do casal Domenicantonio Gesualdi-Maria Giuseppa Falabella:
- Caterina Gesualdi (nasc. Latronico 12/01/1849);
- Ignazio Gesualdi (nasc. Latronico 16/03/1851) - veio para o Brasil em 1883;
- Vincenzo Gesualdi (nasc. Latronico 18/04/1854) - casou no Brasil em 1913, em Conceição da Boa Vista, então pertencente a Leopoldina-MG, hoje Distrito de Recreio-MG;
- Anna Gesualdi (nasc. Latronico 03/03/1857) - não tenho registros que veio p/Brasil;
- Giuseppe Gesualdi (nasc. Latronico 14/02/1860) - não tenho registros que veio p/Brasil;
- Egidia Gesualdi (nasc. Latronico 19/09/1862, faleceu em Latronico em 05/01/1863, com tres meses de vida);
- Emidio Gesualdi (nasc. Latronico 17/10/1863, faleceu em Latronico em 23/10/1863 com oito dias de vida)
- Francesco Gesualdi (nasc Latronico 29/123/1865, veio para o Brasil em início do século XX e casou-se com Inácia Alves Barbosa de Sá..., faleceu no Brasil em ....)
* Essa é a nossa história que até momento tenho para contar, ainda tenho muito a pesquisar.
Saluti a voi tutti
Tutti i Gesualdi della mia famiglia ringraziano moltissimo il signor Paolo Chiaselotti per la sua disposizione d'animo e la straordinaria generosità di aiutarci a cercare e incontrare l'estratto di nascita di Vincenzo Gesualdi, in Latrônico - Basilicata - Itália. Un bacio di cuore da tutti noi.
FAMÍLIA LICURSI

Paolo, parabèns pelo site maravilhoso!
Sou filha de Maria de Lourdes Licursi Costa, hoje com 82 anos, neta de
Guilhermina Licursi, bisneta de Catarina Licursi e Guglielmo
Licursi.
Meu bisavô Guglielmo (na foto) nasceu em Mongrassano em 14 de outubro de
1879. Era filho de Domenico Licursi (15 dezembro 1841, Mongrassano) e
Angiola Diana Regina Lavalle. Segundo informações da filha dele,
Guilhermina Licursi, minha avó, já falecida, Guglielmo
-por volta de 1885- estudou no Seminàrio de San Marco Argentano.
Angiola Diana Regina Lavalle (12 de novembro de 1845, Mongrassano), mâe do Guglielmo,
era filha de Pietro Lavalle (que foi prefeito de Mongrassano) e Maria Rosa Staffa
e irmã de Giovannino Lavalle que consta de seu site (nos
La Valle) e que casou em San Marco com
Pasqualina Pupa.
Guglielmo Licursi casou em 1900 no Brasil com uma prima, Catarina Licursi, filha de Carlo
Giuseppe Licursi e Carmela Schettini Martino.
Guglielmo e Catarina tiveram treze filhos. Duas filhas ainda vivem: Ofélia Licursi (23 jul 1914)
no Rio de Janeiro e Célia Licursi (6 jan 1916) em Nova Iguaçu.
Carlo Giuseppe Licursi e Carmela Schettini Martino são citados na pagina "Chambarelli" do site
"L'Ottocento dietro l'Angolo": a filha Maddalena Licursi [bisavó de Evaristo, n.d.a.] era irmã
de minha bisavó Catarina. Eu não conheço o Evaristo, que mora em outra cidade e outro estado.
Carlo Giuseppe Licursi e Carmela Schettini Martino tiveram cinco filhos:
- Flaminio - nascido na Itália. Os descendentes dele moram hoje em São José
dos Campos São Paulo e Nova Iguaçu RJ;
- Maddalena - nascida na Itália;
- Rosália - possivelmente nascida no Brasil
- Catarina - nascida no Brasil, casou com Guglielmo Licursi
- Joselídia - nascida no Brasil, casou com André Bellusci, filho de Emilio
Bellusci, de Mongrassano
Consegui no orkut (
www.orkut.com) juntar muitos descendentes dos Licursi e
abri uma comunidade só para os brasileiros descendentes de gente de Mongrassano.

Anteriormente eu já tinha descoberto o nascimento de meu bisavô Guglielmo em
Mongrassano examinando um dos microfilmes mormons de nascimentos, casamentos
e óbitos em Mongrassano no século XIX.
Tenho pesquisado principalmente as famílias italo albanesas como os meus Licursi (de Lekuresi, vilarejo hoje em
ruínas no sul da Albânia, perto de Saranda).
Meus antepassados, fugindo dos Turcos, foram para a Grécia por volta do século XV ou mesmo antes. Por volta
de 1540 saíram da Grécia e foram para o sul da Itália, novamente fungindo dos
Turcos. Alguns Lekurisis aparecem nos registros da Serenissima República de
Veneza no Peloponeso servindo como stradiots (soldados mercenários).
Meu maior desejo hoje é conhecer Mongrassano, San Marco Argentano, San Martino di
Finita, na Calábria, e Contessa Entelina, na Sicília, primeiro vilarejo onde
aparecem Licursi na Itália (cinco chefes de família no "Rivelle" de 1593,
segundo Schiro).
(Letícia com a mãe e os filhos)
Léticia Maria de Mello Rocha, descendente dos Licursi de Mongrassano